Sem vaga na garagem, mas barato e perto do trabalho

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Apartamento na Rua Conselheiro Furtado, a poucos quarteirões do Metrô Liberdade, que não tem garagem (Foto: José Luis da Conceição/AE)

Apartamento na Rua Conselheiro Furtado, a poucos quarteirões do Metrô Liberdade, que não tem garagem (Foto: José Luis da Conceição/AE)

Morar em apartamento sem garagem pode significar economia de até R$ 30 mil, dependendo da região. Essa é a estimativa do vice-presidente de administração imobiliária do Sindicato da Habitação de São Paulo, o Secovi, Hubert Guebara.

São prédios antigos, construídos há pelo menos 40 anos, concentrados em áreas próximas do Centro. Na região da Avenida Paulista, e até mesmo bairros nobres, como Higienópolis, é possível encontrar apartamentos maiores, com até quatro dormitórios, mas sem garagem.

De acordo com José Augusto Viana, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci), é essa característica que os diferenciam dos apartamentos novos, geralmente menores e mais caros. ‘São imóveis concorridos. Há fila para alugá-los.’ De acordo com ele, a falta de vaga de garagem pode tornar o aluguel 30% mais barato.

A infraestrutura e o fácil acesso ao transporte público podem pesar na opção. No Centro, esses prédios geralmente possuem fácil acesso a estabelecimentos comerciais, que funcionam dia e noite.

Já a venda desse tipo de imóvel pode ser mais difícil, de acordo com o vice-presidente da imobiliária Fernandez Mera, Gonçalo Fernandez.

‘A vaga de garagem agrega não só preço, mas também liquidez à comercialização do imóvel, pois o público é mais restrito: são aposentados, estudantes ou moradores que não possuem necessidade de veículos.’

Fora desse perfil, as opções são alugar vagas de mensalistas em estacionamentos próximos, estacionar o veiculo na rua ou alugar vagas em prédios ou residências vizinhas.

O diretor de operações da rede de estacionamentos Maxipark, Carlos Evandro, afirma que o valor da mensalidade pode ser de R$ 100, enquanto o avulso custaria R$ 550 por mês. ‘São clientes garantidos, que pagam custos operacionais.’

Porém, a opção de estacionar na rua tende a ficar mais cara com a expansão de áreas de zona azul na cidade para evitar congestionamentos. No último ano, foram criadas mais 678 vagas do tipo no município.

Apesar de ter tido reajuste suspenso, o custo da folha unitária atinge hoje R$ 1,80 (talão com dez folhas, R$ 18).

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Condomínio fica mais caro na capital

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(Foto: Divulgação)

Gastos fixos são tidos como os ‘vilões’ (Foto: Divulgação)

Nos últimos 12 meses, os preços das taxas de condomínio na cidade de São Paulo aumentaram 9,6%, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O aumento passou do dobro da inflação, que chegou a 4,1% no mesmo período. Gastos fixos são tidos como os ‘vilões’.

O aumento não espanta Renê Vavassori, diretor da administradora de condomínios Itambé. “São muitos os gastos fixos de um condomínio que variam acima da inflação. Concessionárias de água, luz e gás têm reajustes maiores: a Eletropaulo anunciou aumento de 13% na energia, por exemplo”, afirma ele. “O dissídio desse ano também foi alto.”

Em outubro passado, os empregados de condomínios tiveram, conforme acordado em convenção coletiva, aumento de 9% nos salários. Vavassori lembra que os gastos com mão de obra chegam, em média, a 60% dos valores mensais despendidos pelo condomínio. Em seguida, vem a fatia dos gastos fixos com manutenção, que chegam a 25%.

Na batalha para baratear as taxas, Vavassori recomenda a revisão periódica dos contratos que o condomínio tem, principalmente os de serviços terceirizados. “Os preços devem sempre estar de acordo com os parâmetros de mercado. Senão, o síndico deve negociar a redução.”

Para o presidente da Associação Brasileira de Condomínios, Síndicos e Condôminos (Abracond), Alfredo Mimessi, a transparência na administração do condomínio é fundamental, aliada à organização. “As despesas ordinárias, mensais, devem ser bem separadas das extraordinárias. Fica mais fácil saber onde cortar, e mais difícil que alguém aja de má fé com o dinheiro.” Nos gastos extraordinários, diz ele, é necessário seguir o perfil do condomínio. “Não adianta gastar fortunas com uma quadra esportiva em um prédio onde só moram idosos.”

DIFERENÇAS REGIONAIS - Um levantamento da administradora de condomínios Lello mostra que, na Capital, há diferenças de até 77% entre os preços médios de condomínios. Os arredores da Mooca aparecem como a mais barata, e a dos Jardins com os preços mais altos (veja ao lado).

O perfil e o padrão dos condomínios, segundo Vavassori, da Itambé, determinam os gastos mensais, com mais influência do que a região onde o empreendimento se encontra. “Um condomínio com várias guaritas, que requer alguns vigilantes, uma área comum imensa e apartamentos de quatro suítes, com certeza terá mais gastos do que um prédio padrão.”

REGIÕES:
Jardins: Jardim Paulista, Jardim Paulistano, Jardim América, Europa, Cerqueira César, Bela Vista, Pinheiros e parte do Itaim.
Morumbi: Panamby, Vila Sônia e Vila Andrade
Moema: Campo Belo, Ibirapuera, Vila Nova Conceição, Santo Amaro e parte do Itaim.
Perdizes: Jaguaré, Vila Leopoldina, Alto de Pinheiros, Vila Madalena, Barra Funda, Santa Cecília e Higienópolis
Tatuapé: Vila Carrão, Vila Formosa, Penha, Vila Matilde, Aricanduva e Sapopemba.
Santana: Vila Guilherme, Freguesia do Ó, Limão, Casa Verde, Vila Maria, Vila Medeiros, Jaçanã, Mandaqui e Tremembé
Vila Mariana: Liberdade, Cambuci, Saúde, Cursino, Jabaquara
Mooca: Pari, Brás, Belém, Vila Prudente, Sacomã e Ipiranga

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Prefeitura espera que Zona Portuária ganhe 10 mil moradias

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Rio de Janeiro - Se o Rio, de fato, renascer no Cais do Porto, como esperam as autoridades, as moradias na região poderão, no futuro, alcançar preços de bairros da Zona Sul. Para a maioria dos especialistas do setor, como os de Flamengo e Botafogo. Segundo levantamento da Secretaria municipal de Habitação (SMH), o potencial construtivo da Zona Portuária é de 9.745 novas unidades residenciais. E, para incentivar o setor privado a investir por lá, o prefeito Eduardo Paes acaba de aprovar um antigo pedido dos construtores: a remissão das dívidas de IPTU que a maioria dos antigos imóveis carregam.

O plano inicial da secretaria é construir 499 unidades, em 24 imóveis que foram desapropriados e já têm licença de obra. De acordo com o secretário Jorge Bittar, essas moradias, distribuídas entre Saúde, Gamboa e Santo Cristo, serão entregues em até dois anos. O preço de venda deverá girar em torno de R$ 70 mil, com financiamento da Caixa Econômica. Em terrenos de estacionamentos e imóveis em ruínas, pequenos prédios serão erguidos. Os antigos casarões e sobrados passarão pelo processo de retrofit, isto é, serão modernizados, restaurando-se as fachadas originais.

Além disso, o município já está pedindo a cessão de 15 imóveis do governo federal, que permitiriam a construção de outras 772 unidades. A dificuldade de comprar terrenos na região - já que muitos pertencem à órgãos públicos - é, aliás, outro entrave para o investimento privado. É o que afirma Ricardo Freitas, diretor da incorporadora MDL Realty. A companhia comprou, há cerca de quatro anos, um terreno de sete mil metros quadrados no Santo Cristo, onde será erguido um edifício corporativo que custará R$ 90 milhões.

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Cai a oferta de imóveis

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O Litoral é a região do Estado que teve a maior queda do número de locações em abril, de acordo com pesquisa do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci).

Enquanto no Interior houve uma redução de 2,86% na comparação com o mês anterior, no Litoral a queda atingiu 7% no período. Enquanto isso, na Capital o número de imóveis alugados em abril foi 8,22% superior ao de março, alta que bateu em 24,26% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco.

De acordo com José Augusto Viana, presidente do Creci, a redução mostra um aquecimento do mercado, principalmente na cidade de Santos. Como resultado, há menor disponibilidade de unidades para locação.

“O mercado tem se aquecido na cidade nos últimos dois anos, com a possibilidade de atração de empresas, por conta das obras de revitalização, além da ampliação da Petrobrás, que deve trazer fornecedores”, explica.

Para quem procura imóveis mais baratos, São Vicente e Praia Grande continuam sendo opções. “Quando comparamos imóveis em condições semelhantes, os preços podem variar até 60% entre as cidades”, afirma Viana.

Em Santos, a região mais procurada para locação é o bairro do Gonzaga, próximo da orla e que tem infraestrutura comercial. “É uma região frequentada por turistas que proporciona liquidez para quem tem imóvel para alugar”, aponta Viana. Na região Central, o foco são salas comerciais.

Em áreas nobres, apartamentos com um dormitório podem ter custo de locação entre R$ 700 e R$ 800, enquanto na região central da cidade imóveis semelhantes podem custar entre R$ 400 a R$ 600. Nessa região, o custo de apartamentos com dois dormitórios varia entre R$ 500 e R$ 1,3 mil e, com três dormitórios, entre R$ 850 a R$ 1,4 mil. Casas com um dormitório podem ser alugadas por R$ 300, e com dois dormitórios, por R$ 450.

VENDAS - O Litoral é a única região que teve desempenho positivo de venda de imóveis usados - crescimento de 25,74%. A queda de vendas na Capital foi de 14,5%; no Interior, de 10,87%; e no ABC, Guarulhos e Osasco, de 6,52%. As 1.609 imobiliárias consultadas venderam 1.024 imóveis no Estado, o que fez o índice estadual de vendas cair 5,12%.

Os imóveis mais vendidos no Litoral foram os de valor médio até R$ 120 mil, que corresponderam a 60,17% do total.

A pesquisa foi realizada em 12 cidades do Litoral: Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba, Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande.

Setor elege executivo do ano

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Vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), o engenheiro civil Odair Garcia Senra, 62 anos, foi a personalidade escolhida como Top Executivo do Ano de 2008. Paulistano, Senra formou-se pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e, em 1970, ingressou na antiga construtora Gomes de Almeida Fernandes. Foi engenheiro de obra, gerente-geral de obras, diretor de construção e diretor de incorporação.

Odair Senra, o executivo do ano

Odair Senra, o executivo do ano (Katia Arantes)

Hoje, é diretor de Relações Institucionais da Gafisa S.A. e do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi). “Após quase 15 anos de estabilidade econômica, o Brasil entrou definitivamente no radar dos principais agentes econômicos. Eficientes políticas fiscal, monetária, cambial e social permitiram que o País crescesse num ritmo acelerado, gerando aumento de emprego e renda. Crescimento econômico, aumento de renda e queda na taxa de juros são os ingredientes que o mercado imobiliário brasileiro precisava para decolar”, diz o engenheiro.

Segundo Senra, mesmo diante da atual crise financeira mundial, o mercado imobiliário brasileiro tem se comportado de maneira satisfatória. “Superada a atual crise de confiança e liquidez, o mercado imobiliário brasileiro retomará sua trajetória de crescimento e se mostrará capaz de atender à grande demanda por habitações de qualidade existente hoje no Brasil.”